Câncer não mata. O descaso dos planos de saúde, a falta de respeito e carinho das pessoas nas clínicas e hospitais e a negociação com o médico que quer sempre o melhor pra ele e o melhor pra ele sempre é dinheiro, esses fatores matam sim, é o cancer. O câncer não mata.
Sou Helena Conserva, pernambucana estabelecida em Feirade Santana, Bahia há 19 anos. Mãe de três filhos adolescentes, professora de redação. Uma mulher ferida e indignada com o tratamento de câncer no Estado da Bahia. Indignada com a postura dos profissionais da saúde, das pessoas que fazem as clínicas, os hospitais, com a desumanidade, a falta de consideração para com o sofrimento alheio.
Tive câncer de mama em 2006 e este espaço eu reservei pra deixar registrada essa experiência que poderia ter sido menos traumática. Tratei-me em Feira de Santana e em Salvador não morri, ainda....não do câncer mas vitimada pela conduta dos profissionais de saúde e o descaso das pessoas que cuidam dos doentes. Se quiser pode comentar.
O erro começou em agosto de 2005 com a ginecologista que eu me tratava, em Feira de Santana. Ela prescreveu um ultra-som mamário então foi realizado por ela mesma. Havia um nódulo mas, na “cabeça dela” (se é que ela tem), era gordura e o corpo absorveria. A postura correta seria realizar a monografia mas, não sei se ela auferia algum com isso sei que não interessou a ela cuidar de mim. Até então eu não sabia que vivia com câncer. Em dezembro do mesmo ano, 2005 levei uma pancada muito forte. Meu peito foi de encontro na maçaneta de uma porta. No dia seguinte havia uma calcificação dava para pegar, já era crescido e foi aumentando absurdamente. Procurei um mastologista e os exames realizados foram positivos pra malignidade. É um momento difícil, delicado, mas suportável. O melhor é manter-se bem informada de toda literatura possível sobre a doença pois, os médicos avaliam e tomam posições sempre pensando em quanto vão lucrar.
kit câncer de mama para mulheres desinformadas
De imediato o médico MONSTRO II de Feira de Santana, iria aplicar em mim o seu “kit câncer de mama para mulheres desinformadas” que seria: mastectomia radical, esvaziamento axilar, quimio e radioterapia. Mas eu li bastante e descobri que poderia fazer primeiro a quimio para inibir o tumor e fazer uma mastectomia menos agressiva. Iniciamos imediatamente a quimioterapia e eu continuei lendo e descobrindo mais coisas, descobri que poderia ser feito à biópsia do linfonodo sentinela, mas era tarde pra esse procedimento que não faz parte do kit porque não pode ser realizado em clinicas particulares. Depois descobri que a radia deveria ter sido ministrada primeiro porque ela pode queimar o braço e desencadear o linfedema (os médicos não perdem tempo falando do linfedema porque não tem tratamento e assim não é interessante se não irão lucrar), e se não queimou a minha axila foi porque a maquina da Clinica ... de Feira de Santana é velha de nada vale (eu deveria processar também). O correto seria tratar as duas mamas, mas como eles dizem: não há indicação. É mais lucrativo tratar uma, depois quando o câncer retornar no outro seio, ai sim vamos lucrar. Comigo foi diferente eu apenas exigi encaminhamento pra tratar as duas mamas. Disse também ao meu médico que faria tudo de uma vez. Na verdade eu ainda ia ler, estudar como queria o tratamento na outra mama e descobri a profilática com implante de silicone na outra mama, eu estudei, li bastante e decidi que era o melhor pra mim. Andei em vários médico, alguns não faziam tudo de uma vez só como eu queria, os que faziam eu não sentia confiança e o que eu senti, me enganou mesmo com toda leitura e com todas as exigências esse médico acabou comigo. Leia abaixo o que fez Dr. MONSTRO I e o que eu estou fazendo com ele.
Boa leitura. Não morra indignada. Este BLOG é apenas pra dizer que CANCER não mata agora, o tratamento, este sim MATA. Como estou hoje? Processando o médico MONSTRO que pode ser acompanhado no meu blog: escrevehelena.blogspot.com - o link é “Abrale”
Em janeiro de 2006 recebi o resultado do exame positivo para neoplasia maligna de mama (vide anexo 5 folha 27). O mastologista que cuidou de mim foi Dr. ..... que indicou o cirurgião plástico Dr. MONSTRO I que atende no Hospital ... l em Salvador. Desde então, este médico vem realizando vários procedimentos cirúrgicos sempre trocando um silicone que ficou pequeno por outro também pequeno. Os procedimentos para troca de silicone sempre são acompanhado de vários outros procedimentos menores que ele deixa por fazer.
Como não acredito que ele não seja incompetente só me resta acreditar que ele esta me usando, usando o meu plano de saúde para receber o pagamento das cirurgias. Ele pode alegar absurdo porque o valor pago pelo plano é irrisório, mas, é o suficiente pra ele me expor aos riscos da anestesia geral e as infecções hospitalares sem falar no desgaste emocional, físico e econômico. A justificativa dele é a confirmação da sua incompetência então. O plano de assistência à saúde do banco do Brasil é um dos que melhor paga vide tabela de valores pagos ao medico pelos procedimentos e trocas de silicones anexo 5.
De 2006 até o momento eu já estava entrando no 6° procedimento cirúrgico quando a insegurança, a irritação e stress da situação que ele vinha me submetendo me levou a analisar criteriosamente seus atos e ter a certeza de estar sendo usada de uma maneira desonesta, mesquinha e covarde.
A cada cirurgia além da rotina cansativa dos exames pré-cirurgicos, pré-anestésico, o constrangimento da perícia na CASSI, também eu teria de me dirigir até o juizado para entra com uma petição pois, se consegui todas as trocas de silicone que ele propositalmente prescreveu, foi por força de liminar. Situação muito estressante. Guardo comigo todos os documentos de quantas vezes fui ao juizado mover ações contra a CASSI que se negava autorizar as trocas de silicones. Na CASSI algumas vezes chegaram a insinuar que os médicos se aproveitavam porque a CASSI paga melhor, mas, a fragilidade minha por conta da doença me impedia de estabelecer conexão com o óbvio. Eu não cogitava dessa possibilidade em hipótese alguma. Eu acreditava nele cegamente.
A 1° cirurgia em setembro de 2006 foi realizada em dois momentos: no primeiro, o cirurgião oncologista, Dr. ... , realizou a mastectomia e o esvaziamento axilar, e no segundo momento Dr. Fulaninho. realizou a reconstrução TRAM e no seio contra lateral, a profilática com implante de silicone. (vê anexo 2)
O procedimento correto na contra lateral seria a colocação de uma prótese ajustável e permanente “de Becner 35 da Mentor”. Porém, ele colocou um silicone bem menor, muito menor do que o seio reconstruído. Eu fiquei muitíssimo infeliz ao me vê naquela situação constrangedora e humilhante pois, ainda tinha que me expor para os residentes. Ele disse com muita simplicidade: “foi você que escolheu a prótese pequena Helena”. (colocou isso em um relatório vide anexo 3 folha 8). E completou: “daqui a seis meses a gente troca”. Ele falava com tanta simplicidade como se me propusesse a troca de uma peça de vestiário. Quanto à escolha de a prótese ter sido minha ou não, já não adiantava questionar, eu iria passar 6 meses naquela situação e depois enfrentar outra cirurgia. Muito embora eu não me lembre em momento algum de ter escolhido silicone muito menos pequeno demais. Isso nunca ocorreu, fazia parte dos planos dele para uma segunda cirurgia. Essas palavras ele pos na minha boca. Ele repetia incessantemente diante de todos que foi eu quem escolheu o silicone pequeno. Parecia que queria me convencer de que o erro foi meu. Ou não houve erro, ele queria camuflar a sua intenção.
Então em outubro de 2007 houve a 2° cirurgia agora para a troca do silicone por uma prótese ajustável e permanente mas, ele trocou por uma prótese expansiva que em seguida teria de trocar por outra definitiva. De 15 em 15 dias eu comparecia ao hospital (lembrando que resido em Feira de Santana), para por 60 ml de soro no silicone dentro do seio até atingir o tamanho desejado. A 3° cirurgia ocorreu no dia 06 de outubro de 2007 e foi feito também outros procedimentos como: correção de assimetria mamaria, correção de cicatriz abdominal com retalho e correção de cicatriz em mama (vide anexo 2 pág 13). Na ocasião ele solicitou 5 tamanhos diferentes de prótese, duas a mais e duas a menos para que nada desse errado. Esse cuidado foi dele para camuflar mais uma vez as suas intenções perversas e criminosas. A situação foi desesperadora para mim quando retirou o curativo no consultório e eu voltei pra casa com o seio novamente pequeno. Desespero, revolta. Na próxima semana quando fui novamente fazer o curativo eu perguntei: e agora doutor? Ele disse muito calmo: “faremos uma lipoaspiração e completaremos com gordura e o seio ficará do tamanho do outro”. Então foi assim que marcamos o novo procedimento para 8 de fevereiro de 2008, seria a 4° cirurgia. Nesse dia nós dois decidimos que a gordura seria retirada do quadril e marcamos o lugar e eu insisti que ele visualizasse muito bem o local para que nada saísse errado, ele disse que no dia da cirurgia iria fazer outra marcação. Tudo combinado. Saí do consultório com as solicitações dos exames pré cirúrgico, com a guia de internamento e com os relatórios um pra Cassi e outro pro juiz. No relatório da Cassi ele teve de inventar uns procedimentos pelos quais ela iria pagar mas, na verdade seria para cobrir a lipoaspiração. No dia marcado ele foi ao meu apartamento e riscou o local como disse que faria mas, não retirou a gordura de onde marcou, retirou de um local um pouco abaixo ficando esteticamente feio. Tive vontade de morrer mas, pior seria um peito grande e um pequeno. Tratei de me conformar.
A gordura que ele colocou no seio sumiu em alguns dias e meu seio ficou além de pequeno, murcho. (Não vou falar do meu desespero, só pro juiz mais tarde). Decidimos então, trocar a prótese mais uma vez e marcamos o novo procedimento a 5ª cirurgia para 5 de setembro de 2008. Dessa vez ele colocou a prótese ajustável e permanente de Becner 35 da Mentor que ele deveria ter feito desde o início. De 15 em 15 dias eu me dirigia ao hospital pra por 60 ml de soro, tudo de novo na prótese com a diferença que não trocaria mais apenas, sob anestesia local ele retiraria a válvula. Esse procedimento foi marcado e remarcado por 3 vezes pois eu estava muito segura da sua incompetência. Esse novo procedimento seria para retirada da válvula, levantamento do silicone (que propositadamente ele deixou que isso ocorresse) e aumentar o mamilo esquerdo que ele propositadamente fez o direito maior pra receber por mais um procedimento que seria simetria mamária (vide anexo 2 pág 14).
Durante este tempo que andei parao Hopsital São Rafael nas mãos do MONSTRO. Dr. Fulaninho., ocorreu comigo vários incidente diante dos quais eu regia de uma maneira instintiva, brutal porque o stress da situação que ele me colocou deixou-me extremamente explosiva. Os incidentes para o leitor estão relatados neste blog e foram publicados em jornais da cidade de da capital.
ANEXOS
Anexo 1
Identidade, CPF e comprovante de residência
Anexo 2
Comprovante de todos os internamentos.
Anexo 3
São relatórios médicos disponibilizado pelo Dr. Francisco para a CASSI e para o juiz.
Anexo 4
Documentos desordenados das convocações para audiências com o juiz
Anexo 5
Relatório da CASSI contendo os valores pagos por cirurgias, procedimentos e materiais.
Matérias publicadas em jornais FEIRA/SALVADOR
Resultado de exame
Mais um processo
RELATÒRIO:
No mês de agosto de 2005, procurei a médica ginecologista Dra. ... - com quem já vinha me tratando desde final de 2004, - para realizar exames de rotina, papanicolau, mamografia e ultra-som mamário que foram realizados no IDM – Instituto Diagnóstico da Mulher, nesta cidade. O ultra-som mamário foi realizado pela própria médica que também atende no IDM. Foi constatado no exame pequeno nódulo na mama direita medindo 10 mm (VIDE ANEXO 1). No exame ainda uma pergunta em aberto: cisto de conteúdo espesso? Uma vez que ela prescreveu, ela mesma realizou o exame e não me disse nada no momento, então, significava que estava tudo bem comigo. A médica como uma especialista que cuida da saúde deveria ter iniciado uma investigação me encaminhado pra um profissional especialista, um mastologista. Numa atitude covarde e mesquinha essa médica simplesmente deixou de mão o meu tratamento, o meu encaminhamento. Não cuidou de mim. Cinco meses depois, em janeiro de 2006, procurei a médica com uma calcificação na mama direita, crescida e que coçava muito e se agravara depois de uma pancada contra a maçaneta de uma porta. Ela prescreveu uma mamografia que foi realizada no IDM no dia 03 de janeiro de 2006 (VIDE ANEXO 2). O diagnóstico dizia que os achados negativos não significavam ausência de malignidade, mas ela nada me disse fui pra casa sem saber que estava com suspeita de câncer. Apenas prescreveu outro ultra som que foi realizado por ela mesma no IDM e no dia 16 de janeiro, ou seja, 15 dias depois peguei o resultado do exame e fui até o seu consultório, a essa altura a calcificação mais crescida, coçava e doía muito. O diagnóstico viu-se na mama direita imagens hipoecogenica de contornos mal definidos medindo 18 mmm de diâmetro, pede para correlacionar com mamografia. Ainda se constata no diagnóstico emitido por ela que tem partes totalmente confuso, na primeira parte diz: afastar processo inflamatório e mais abaixo se lê: provável processo inflamatório (VIDE ANEXO 3). Ela não cuidou de mim como deveria e eu confiava inteiramente na médica que escolhi.
Aconselhada por vizinhos e amigos nesse mesmo período procurei uma outra médica mastologista, Dra Roseane dos Santos Pracuch, que se apresentava como tal e que prescreveu um antiinflamatório que eu deveria fazer uso durante um mês e um ultra-som mamário que deveria ser realizado após o uso do medicamento antiinflamatório quando então, após um mês fazendo uso do remédio prescrito eu mais uma vez compareceria ao seu consultório já com o resultado do exame em mãos. O exame prescrito por Dra. ... foi realizado mais uma vez no IDM pela Dra. Fulana que na ocasião me disse que a médica Dra. .... se apresentava como mastologista mas, que na verdade ela era ginecologista e apenas fez uma especialização de dois anos em mastologia. Agora perdi toda a credibilidade mas, mesmo assim no dia 13 de março levei o resultado do exame emitido por Dra ... , que foi o mesmo do anterior com a diferença de que, agora media 16 mm de diâmetro. (VIDE ANEXO 4), para a Dra. Roseane que prescreveu outra caixa do mesmo antiinflamatório.
No dia 14 de março procurei mais uma vez a dra. ... desesperada ela então disse que eu deveria procurar dr. Cicrano. Essa indicação chegou tarde demais, ela deveria ter sido ministrada em agosto de 2005 quando o nódulo apresentava 10 mm. (VIDE ANEXO 1).
Nesse mesmo dia procurei Dr. ... (que no inicio parecia gente booa) que estava encerrando o atendimento mas, me atendeu e já realizou naquele mesma ocasião o primeiro procedimento de investigação que foi a pulsão aspirativa o resultado chegou dia 21, “muito suspeito para a malignidade” (VIDE ANEXO 5). Então Dr.... me encaminhou para biopsia e em 29 de março (VIDE ANEXO 6) o diagnóstico confirmava carcinoma lobular invasivo no grau 3 (VIDE ANEXO 10). Após a cirurgia o resultado confirma carcinoma lobular invasivo e com o agravante: metástase para 6 linfonodos.
No dia 14 dos 9 foi realizada a mastectomia em Salvador (VIDE ANEXO 9) no Hospital São Rafael com o cirurgião mastologista Dr. ... . Esse mesmo médico pediu-me para juntar todos os exames relacionados e organizasse em pasta e levasse no dia da cirurgia então, solicitei do IDM cópia de todos os meus exames. Passada a cirurgia, já em casa com meus familiares analisando esses resultados pudemos constatar a maneira mesquinha e covarde que essa senhora agiu para comigo.
Essa médica segundo soube ela diz que não foi responsável por eu ter tido câncer, ela foi responsável por ter deixado chegar ao estágio que chegou pois, se ela tivesse cuidado de mim como deveria, se ela não tivesse praticado o crime de omissão, talvez eu não tivesse perdido minha mama nem teria enfrentado tantos problemas de ordem emocional, financeiros e psicológicos. E possivelmente estaria com a saúde menos comprometida nem estaria enfrentando a recidiva do câncer agora em 2009 (VIDE ANEXO 11).
Vou lutar por uma indenização no âmbito penal e cívil. Naturalmente a ré constituirá advogado e os dois tentarão de todas as maneiras encontrar argumentos na literatura médica para me contradizer perante o tribunal de justiça. Eu não tenho advogado nem pretendo constituir, também não tentarei enganar ninguém burlando a verdade, meu corpo e o resultado.o dos exames são minhas VERDADES IMUTÁVEIS.